22 novembro 2009

CURSO DE ASCENSÃO O CAMINHO INICIÁTICO






Por Pedro Elias
Publicado em 02 de novembro de 2009


Quando a nossa consciência deixou os patamares superiores do universo e se debruçou sobre as esferas temporais, lançando-se nessa aventura cósmica que é a encarnação, ela o fez estabilizando a sua luz em diferentes planos dimensionais, servindo-se para isso de corpos de matéria diferenciada. Foram assim criadas as Mónadas, as Almas, e toda a estrutura física necessária à encarnação. Esses corpos, a que dou o nome de estabilizadores de consciência, permitiram que essa consciência, estabilizada no respectivo plano, pudesse, servindo-se desse corpo, agir e servir nesse mesmo plano.


Assim sendo, enquanto que um filamento não muito potente dessa consciência se expressa fisicamente através de uma personalidade, que é composta pelo corpo físico, emocional e mental, outros núcleos dessa mesma consciência, numa potência superior, expressam-se nos outros planos. Temos assim o corpo-Alma que serve de veículo à parte da nossa consciência que se encontra estabilizada no plano intuitivo e o corpo-Mónada que ancora em si a potência máxima do Ser individual, estabilizando essa consciência no plano monádico. Essa concentração daquilo que nós somos em diferentes planos e em voltagens variadas, permite que, embora tendo um dos filamentos encarnados no plano físico, nós continuemos, simultaneamente, a agir nos outros planos, mesmo que no plano tridimensional não tenhamos consciência disso.

Para ajudar a visualizar este processo vamos supor que a nossa Mónada contem em si 1000 volts de consciência, o que lhe permite irradiar uma luz muito potente e abrangente. Imaginemos, também, que a Alma contem em si 100 volts de consciência e que a personalidade contem apenas 10 Volts de consciência. Essa consciência é aquilo que nós somos, é o nosso verdadeiro ser que se encontra presente nesses núcleos em potências variadas.

Esta ilustração permite-nos perceber de forma mais clara o que é exactamente o processo iniciático, que sendo uma expansão da consciência tridimensional do ser, permite, quando acontece nas suas múltiplas fases, que a personalidade receba uma maior voltagem da consciência que nós somos e com isso possa expressar um grau de luz mais potente. Assim, à medida que o ser vai caminhando pela trilha iniciática, a Alma abre a sua válvula e deixa que uma maior voltagem de consciência chegue até à personalidade que aos poucos se vai iluminando numa potência crescente.


Este caminho iniciático tem como objectivo final a integração dessa consciência fraccionada em múltiplos planos, num único núcleo consciente a que damos o nome de Corpo de Luz. Este corpo, ao contrário dos outros que nos foram ofertados, foi criado por nós ao longo das encanações e é com esse corpo, já com toda a expressão do nosso ser concentrada neste, que regressaremos um dia ao núcleo regente que é a expressão divina do nosso ser.

As várias fases desse processo iniciático, irão permitir que o ser se vá reencontrando consigo mesmo, e com a suas múltiplas formas de expressão dentro do plano Físico Cósmico. Plano este é composto por sete sub-planos que vão desde o plano físico ao plano divino. É neste plano Físico Cósmico que se encontra todo a nossa estrutura vertical, começando nos três corpos da personalidade, passando pela Alma e pela Mónada e terminado no regente que é Deus em nós.

Estas iniciações são processos internos que resultam do contacto do nosso ser com a sua regência hierárquica e que por isso mesmo não têm nenhuma expressão tridimensional. Nada na nossa vida comum pode denunciar aquilo que estamos a viver internamente. São processos que não acontecem no tempo dos relógios humanos, nem pela vontade ou pela acção de nenhum ser encarnado. Quem passa pelas iniciações fá-lo em total silêncio, e apenas as transformações na sua expressão e no seu comportamento, pois todo aquele que passa por uma iniciação não mais será a mesma pessoa, poderão denunciar aquilo que aconteceu.


Existem vários núcleos conscienciais que não estão sujeitos às iniciações, sendo estas reservadas apenas às humanidades em suas múltiplas expressões. A Hierarquia Angélica, como uma emanação do universo-Pai, a Hierarquia Crística, como uma emanação do universo-Filho e a Hierarquia Dévica como uma emanação do universo-Mãe, não estão sujeitas a esse processo por serem núcleos iniciadores e não iniciados. Nestes núcleos está a plenitude da consciência da qual são um filamento directo, não havendo processo algum a realizar, já que tudo já está plenamente realizado neles mesmos.

Este processo iniciático começa, naturalmente, pela primeira iniciação que é concedida, não àqueles que ainda estão mergulhados dentro do psiquismo em que a humanidade em geral se encontra, mas a todos aqueles que, dentro da ciência espiritual, chamamos de aspirantes. O aspirante é um ser que, já tendo deixado essa malha hipnótica, ainda não se reencontrou consigo mesmo. Está numa espécie de limpo, onde já não se identifica muito com o seu passado, embora ainda se sinta bem dentro dos seus hábitos, e ainda não encontrou o seu futuro. Geralmente são seres que têm uma busca quase que obsessiva por conhecimento espiritual, por técnicas terapêuticas, por métodos de todo o tipo, numa voracidade que esconde esse vazio existencial de quem ainda não sabe ao certo onde pousar os seus pés. Apenas quando este aspirante começar a sentir um vazio no seu peito e a perceber que, apesar de todos os conhecimentos adquiridos, das técnicas aprendidas, dos métodos aplicados, nada de real aconteceu nele, continuando a mesma pessoa de sempre, é que a porta da primeira iniciação lhe será aberta.


A Primeira Iniciação é conhecida como sendo o nascimento dentro da simbologia da vida de Jesus. Ela produz no ser uma profunda transformação. Com a expansão de consciência que dali resulta, uma maior voltagem se encontra disponível na personalidade e com isso o ser passa a ter uma visão mais ampla sobre as coisas e sobre o mundo. Tudo aquilo que eram as suas referências de vida, os seus hábitos, os relacionamentos, o trabalho, etc… passa por uma profunda transformação, pois aquele ser não mais se identifica com tudo isso. De repente, aquilo que era a sua vida torna-se um imenso vazio. Já não sente mais afinidade com os amigos que tinha, já não sente mais necessidade de fazer as coisas que fazia, já não se identifica mais com aqueles hábitos que lhe traziam pequenos prazeres. Há uma necessidade crescente de recolhimento, de silêncio, de introspecção, afastando-se aos poucos dos ambientes que até então frequentava. Um ser que está a viver o processo desta iniciação, é alguém muito pouco compreendido pelos demais, pois de um momento para outro ele não tem mais afinidade com tudo aquilo que era a sua vida até então. Ele passou a sentir-se um estranho dentro da sua própria rotina de vida. Começa então a procurar outros ambientes com os quais tenha uma maior afinidade. As suas leituras, que na fase de aspirante eram massivas, são agora mais seleccionadas e sintonizadas com a sua realidade. Começa a encontrar aqueles que são irmãos de caminho, não só pela semelhança daquilo que estão a viver, mas também, em alguns casos, por serem almas de um mesmo agrupamento. Pela primeira vez o ser começa a sentir a energia da Alma expressar-se através de si, e com isso vêm estados de paz, de harmonia e de verdadeiro silêncio, não ainda de forma permanente, algo que só acontecerá com a terceira iniciação, mas em pequenas dozes que o ajudarão a sintonizar essas realidades internas. Em alguns casos o ser até poderá ter contactos esporádicos com a Hierarquia. É um período de muitas descobertas, do despertar para realidades até então desconhecidas. Esta iniciação é como um porto de abrigo, um vislumbre de estados de consciência futuros onde tudo isso será vivido de forma plena e permanente, pois agora apenas é vivido de forma intermitente. Ali o ser se fortalece, preparando-se para a aridez da segunda iniciação.


A Segunda Iniciação é conhecida como a travessia do deserto, ou também como a noite escura da Alma. Jesus recebeu essa iniciação com o baptismo, após a qual foi levado para o deserto onde permaneceu por quarenta dias. Depois da leveza, da tranquilidade, da paz com que o ser viveu todo o processo da primeira iniciação, ele entra agora nesse deserto onde tudo isso lhe é retirado. Ele não sente mais a sua Alma, ele não tem mais contacto com a Hierarquia; aquela paz que permeava alguns momentos da sua vida desaparece, e ele vê-se abandonado no meio do deserto, sem nenhum tipo de referência. É uma prova difícil, onde o ser apenas poderá contar com a sua Fé e nada mais. Ali, nesse deserto, ele é confrontado com a involução dentro dele, com aqueles nódulos antigos que necessitam ser transmutados para que ele se possa tornar verdadeiramente um iniciado. Porque se o tanque de água estava limpo na primeira iniciação; se essas águas eram translúcidas e tudo reflectiam, na segunda iniciação o lodo do fundo desse tanque, que não foi mexido na iniciação anterior para que o ser pudesse viver o contacto com os seus planos internos de forma pura e sem interferências, é agora mexido na segunda iniciação turvando essas águas com todo esse lixo ancestral que transportamos ao longo de encarnações. Ninguém poderá tornar-se um iniciado, e por isso um verdadeiro servidor do plano evolutivo, com todo esse lodo por resolver. A segunda iniciação permite que possamos transmutar todos esses registos e com isso alcançar a verdadeira liberdade. Não é um processo fácil. O ser sente-se abandonado por Deus, perdido e traído. Pode parecer até que está a retroceder no seu processo evolutivo, pois se na iniciação anterior ele era uma pessoa doce, harmoniosa, atenciosa, como justificar a crescente inquietação, surtos de raiva, palavras mais ríspidas… muitos não conseguem resistir à revolta que os assola, e com isso acabam por ser alvos fáceis para as forças involutivas que irão tentá-los de todas as formas como o fizeram com Jesus no deserto. Aqui há que saber persistir na Fé e não nos deixarmos seduzir pelas ofertas que essas forças nos fazem, nem nos deixarmos impressionar com esses aspectos mais rudes do nosso ser que começam a vir à superfície para que possam ser transmutados. É que ali no meio desse deserto, o ser contacta com os núcleos de uma dor ancestral que clama há muito por cura. É a oportunidade que o universo nos dá, para nos libertarmos definitivamente de todos esses registos antigos e com isso soltar dos nossos ombros toneladas de carma acumulado.

Esta iniciação só é vivida por aqueles que estão destinados a tornarem-se prolongamentos encarnados de Hierarquias. A maioria permanecerá na primeira iniciação, pois talvez não suportassem essa travessia. E como isso poderia fazer com que se perdessem nesse deserto, a Hierarquia mantém muito seres no processo da primeira iniciação onde poderão ser de muita utilidade para o plano evolutivo na actual transição planetária, embora não com a mesma afinação e segurança daquele que já atravessou esse deserto.

A Terceira Iniciação é um prolongamento da primeira, só que agora tudo é vivido de forma estável e permanente. Corresponde à transfiguração de Jesus onde este entra em contacto directo com a sua regência Hierárquica, passando a ser um prolongamento desta. Com esta iniciação o ser é aceite pelo Mestre que se faz presente, e a energia da Alma volta a fluir através dele, absorvendo por completo a personalidade que só na iniciação seguinte será dissolvida. É nesta iniciação que o ser entra verdadeiramente ao serviço do plano evolutivo, tornando-se um prolongamento directo da Hierarquia. Um ser que vive este processo é alguém que já está em total harmonia física, paz emocional e silêncio mental. A partir daqui não há mais como retroceder, nem as forças involutivas de âmbito planetário poderão mais desviar o ser do seu caminho.


A Quarta Iniciação é uma continuação da segunda, só que agora não é mais o carma pessoal que está a ser transmutado mais sim o carma planetário. Enquanto que na segunda o ser era confrontado com as suas dores ancestrais, agora ele contacta com a dor ancestral da humanidade. É uma das iniciações mais difíceis. Este processo é geralmente vivido em recolhimento; o ser tem a necessidade de se afastar do mundo para poder viver internamente essa dor e com isso ajudar a aliviar, nos seus próprios corpos, o fardo do planeta. Com esta iniciação a personalidade do ser é totalmente dissolvida, e é por isso que no fim desse processo, quando ele recebe a Quinta Iniciação, o ser desencarna e segue o processo seguinte noutros planos de consciência. Esta iniciação corresponde à crucificação de Jesus, após a qual, ainda com vida, este é levado para a tumba onde permanece por três dias até desencarnar e ressuscitar, já com a quinta iniciação, sobre as vestes do Corpo de Luz. Ali Jesus viveu as dores do mundo na sua carne terrestre, aliviando a humanidade de parte do seu carma.

A Quinta Iniciação, que é um prolongamento da terceira, e que se dá com o ser desencarnado, é um dos mais belos processos iniciáticos, pois é conhecido dentro da poética espiritual como sendo o Matrimónio Superior. Quando a noiva, a Alma, se eleva do plano intuitivo até ao plano espiritual e encontra o noivo, a Mónada, que desce do plano monádico e ambos, sobre as vestes do Corpo de Luz que foi tecido ao longo das encarnações por nós mesmos, se juntam num único núcleo consciente, dá-se essa união sagrada que unificará toda a expressão vertical do nosso ser. Se, no entanto, olharmos para esta iniciação, não pelos olhos da poética espiritual, que é um instrumento de instrução poderoso, mas pelos olhos da ciência espiritual, nós percebemos que na verdade nem a Alma sobe nem a Mónada desce, pois sendo estes dois núcleos estabilizadores da consciência que nós somos nos seus respectivos planos, e por isso não sendo corpos multidimensionais, eles não se deslocam verticalmente. Apenas a consciência do ser faz esse trajecto vertical pelas várias dimensões e não os corpos onde esta se encontra estabilizada. O que acontece no processo da quinta iniciação, é que esses dois núcleos, Alma e Mónada, são dissolvidos e a consciência que se encontrava ancorada nestes conflui, toda ela, para o plano espiritual onde passa a concentrar-se integralmente no novo corpo. Este corpo, ao contrário dos outros, é um corpo muldimensional que permitirá ao ser agir de forma directa e consciente em todos os planos. Um ser com a quinta iniciação, é alguém que pode operar com total liberdade desde a terceira até à sexta dimensão, tendo um domínio total sobre a matéria de tal modo que poderá materializar um corpo físico se se fizer necessário actuar nesse plano de forma encarnada, sendo esse corpo dissolvido quando a sua tarefa terminar. Assim foi com Jesus que desde a ressurreição (quinta iniciação) até à ascensão (sexta iniciação) andou fisicamente entre os seus discípulos. O ser passa de Iniciado a Adepto, participando de modo activo em concelhos planetários e solares e actuando de forma nuclear com Hierarquias e Centros Planetários. Esta iniciação corresponde à primeira iniciação Solar.

A Sexta Iniciação é o processo que conduz ao mestrado superior. É vivido por aqueles que chamamos de Mestres. Ao contrário da quarta iniciação em que o ser, como Iniciado, era confrontado com a dor do planeta, e da segundo em que ele, como Discípulo, tinha que transmutar a sua própria dor ancestral, nesta iniciação o ser, já como Mestre, entra em contacto com a dor do universo e com os núcleos involutivos que a sustentam. Esta iniciação corresponde à primeira iniciação de Sirius, o que significa que esse ser passará a ter um contacto directo e nuclear com a regência do nosso sistema solar e com a expressão mais pura do Segundo Raio dentro do plano Físico Cósmico.


A Sétima Iniciação levará o ser à unificação com o seu núcleo divino. Este é o processo de elevação do Corpo de Luz, que até então circulava livremente pelas seis primeiras dimensões, até à sétima dimensão onde se encontra o Regente. É com a sétima iniciação que todos os prolongamentos desse regente, que fizeram o seu percurso na matéria, se unificarão nesse núcleo Divino, abrindo as portas do plano Astral Cósmico onde o regente se consagrará, mais tarde, quando os cinco princípios também se unificarem ao regente, como Avatar. Aqui já estamos no domínio das Hierarquias que são formadas a partir desta iniciação.

As iniciações seguintes só podem ser percebidas de forma sintética.

A Oitava Iniciação coloca o ser em contacto directo com os Signos Cósmicos, que são portais de ligação entre o Universo-Mãe e o Universo-Filho de onde os Cristos são emanações. Esta iniciação corresponde à primeira iniciação de Orion. É também nesta iniciação que o ser se realiza como Avatar, após a unificação integral de todos os seus prolongamentos.

A Nona Iniciação está directamente ligada ao centro da galáxia e seu Logos, e a

Décima Iniciação eleva o ser a esferas extra-galácticas, correspondendo à primeira iniciação de Andrómeda.


A vida de Jesus traz para nós a matriz iniciática pela qual todos temos que passar. Através das suas várias iniciações, nós percebemos o caminho que está destinado a todos. Da primeira à sexta iniciação temos o surgimento de um Mestre, na sétima iniciação, temos a fundação de uma Hierarquia. Com a oitava iniciação essa Hierarquia, Samana, entra em contacto com os Signos Cósmicos, recebendo a primeira iniciação de Orion. Com a nona iniciação, a actual, dá-se o contacto com o centro da galáxia, sendo hoje Samana um filamento directo desse Logos. E como o Logos galáctico é uma entidade que opera directamente no plano Monádico Cósmico, ou seja no universo-Pai, onde se encontra o Governo Celeste Central, então podemos dizer que Samana, que enquanto Jesus, um dos seus núcleos, foi um filamento do Filho, é hoje um prolongamento directo do Pai.

Este caminho que nos foi aberto por Jesus e que hoje é sustentado por Samana, está aí para todos. É o caminho do reencontro com a nossa essência nas suas diferentes gradações e dimensões. É o caminho de regresso à casa do Pai que nunca deixámos em essência mas que da qual, pela necessidade de transubstanciar a matéria cósmica, nos tivemos que destacar ao longo das múltiplas dimensões do universo vertical, encarnando as esferas temporais do universo-Mãe. Um dia esse universo será reintegrado ao universo-Filho, da mesma forma que a personalidade de um ser é reintegrada na sua Alma. E um dia, desses dias cósmicos que são para nós eons, o universo-Filho e o universo-Pai se unificarão num único núcleo consciente. Então, finalmente, a trindade se fará unidade e o Cosmos como um todo poderá consagra-se diante do altar do Supremo Ser de quem não temos notícia nem palavras para descrever.

Uma boa caminhada.
Pedro Elias


Fonte: http://indigochildren.multiply.com/journal/item/818/818

Visite o site do Autor: http://www.pedroelias.org/

FONTE: http://luzdegaia.org/


Fonte: http://carmenarabela.wordpress.com/2009/11/22/curso-de-ascensao-o-caminho-iniciatico/

OS PEQUENOS DEUSES




A Moeda de Onze Lados

O Grupo através de Steve Rother
15 de Novembro 2009



De Steve:

Esta mensagem do grupo é uma das mais profundas e amorosas que já tive o privilégio de traduzir para a linguagem humana. Muitos pontos importantes foram abordados, especialmente na história que eles contaram sobre os pequenos deuses. É uma mensagem com tantos níveis que ela poderia ser minimizada se o foco estivesse em apenas um. É um modo fácil de assimilar uma Visão Geral de onde a Humanidade está bem agora e o que será mais útil enquanto prosseguimos.

Um dos pontos interessantes foi que eles nos mostraram uma nova maneira de olhar para a multidimensionalida de, como uma moeda de onze lados pousada na superfície plana da vida. Uma moeda ou alma que tem onze experiências simultâneas sem que uma tenha consciência das outras foi uma nova abordagem para descreverem a multidimensionalidade.

Esta visão geral da vida passada pelo grupo foi um panorama que quiseram compartilhar para nos mostrar um padrão que está mudando na humanidade. Disseram que as novas vibrações estão nos tornando mais conscientes. Quando sentimos o velho paradigma da polaridade se expandir, reagimos de forma exagerada e vivenciamos os extremos.

O padrão que está mudando e que eles quiseram ilustrar é aquele que reside na área da polaridade em que só podemos assimilar as coisas a partir de limites extremos. Tudo precisa ser classificado como preto e branco; o preto tenta alcançar novos níveis de preto e o branco, novos níveis de branco.

Agora é o momento de começarmos a ver como somos parecidos em vez de como somos diferentes.

O grupo disse que, com a mudança na trialidade, pararíamos de considerar os limites extremos para a nossa realidade. Aprenderíamos mais com uma visão geral do que com qualquer ponto isolado numa linha de tempo, o que nos levará a capacitar aqueles que estão à nossa volta em vez de competir com eles.Fortes abraços e tenham um ótimo mês!


Steve Rother


Saudações de Casa


Queridos, este dia é especial por diversas maneiras das quais vocês não têm consciência. Vocês estão agora num ponto em que fingem ser algo que não são, o que lhes permite ver o contraste como nunca antes.

Queremos lhes contar uma história que pode ajudá-los a colocar em perspectiva algumas coisas que vocês estão vivenciando enquanto a evolução da humanidade prossegue.

Entendemos que vocês estão no limiar da mudança vibracional. Muitos de vocês sentem o calor que resulta dessa mudança, pois são os precursores da luz.
Sim, vocês são os que ousam seguir em frente e segurar a porta aberta para os outros. Então, vamos falar da visão geral do espírito nessa perspectiva.


A Realização da Energia

Chegou-se num ponto da criação de Tudo que É em que a energia foi realizada. Ela aconteceu pela primeira vez numa linha de tempo. No momento em que a matéria se tornou energizada, vocês tiveram algo em seu mundo que foi chamado de Big Bang.

Embora vocês saibam muito pouco sobre o que realmente aconteceu, foi basicamente uma série de reações em cadeia que começou muito pequena. Com o Big Bang, teve início a ilusão de uma linha de tempo com a qual vocês eram capazes de trabalhar. Vamos ilustrar o Big Bang como se fosse uma explosão, porque é assim que todos vocês o concebem. Embora tenham testemunhado o resultado da explosão, vocês não têm evidência de uma explosão real.


Bem, na explosão, tudo se deslocou para longe daquele ponto central, lançando-se para longe. No entanto, enquanto a energia se movia, ela colidia rigorosamente com a matéria, de modo que a energia foi forçada a entrar em cada fenda ou parte da matéria. Com efeito, a matéria se tornou energizada.Por causa da força extrema com que isso ocorreu, ambas ficaram um tanto deformadas.

A matéria energizada se retorceu e começou a se transformar, como se tivesse sido esticada para uma nova dimensão. Devido à expansão da energia ter acontecido dessa forma, muitas coisas que existem no Lar e na Terra são diferentes; muito do que funciona aqui não funciona necessariamente lá.

O Lar tem uma expressão pura. O planeta Terra é a perfeita imperfeição de Deus, então, foi necessário ter o reflexo imperfeito de vocês de todas as maneiras.

Bem, tudo se distorceu quando os pequenos deuses começaram a se sentir separados, ou diferentes. Foi quase como se Deus tivesse explodido. Quando a energia foi forçada para dentro da matéria, ambas mudaram de forma e, consequentemente, a ilusão de tempo foi criada. A explosão resultante chegou tão longe no universo que pequenos pedaços de Deus começaram a formar, a criar uma ilusão de serem finitos.

Os pedaços de Deus começaram a jogar numa linha de tempo. Isso expandiu e mudou as coisas a tal ponto que, agora, parece que os pequenos deuses precisam de óculos para participar do próprio jogo. Tudo que eles veem tem que ser revelado através desses óculos. Mesmo que vejam a perfeição do Lar, não podem descrevê-la nem conseguem entendê-la plenamente, porque estão noutra dimensão. Em parte, acostumar-se a isso se tornou um dos maiores desafios dos pequenos deuses.


Os deuses também tinham que usar os óculos para esquecerem quem eles eram. Também tinham que esquecer a conexão que sentiam com os outros à sua volta; esqueceram que os outros também eram pequenos deuses. Então, o maior desafio deles era que todo pensamento que tivessem iria se manifestar. Cada vez que mantivessem um pensamento na mente, ele aconteceria. Isso se tornou algo muito problemático, porque não sobrava espaço para ação entre os pensamentos, já que cada pensamento estava ligado a uma responsabilidade.

É por isso que eles estabeleceram um intervalo de tempo em suas criações, de modo que os pequenos deuses pudessem participar do jogo fingindo serem humanos.


A Moeda de Onze Lados

Agora, queremos explicar uma coisa que ficará clara para a maioria de vocês num futuro muito próximo.

Vocês são multidimensionais.

Cada pequeno deus é como uma moeda de onze lados (um hendecágono).
Vocês chamam essa moeda de Loonie no Canadá
[N. T.: Loonie é a moeda de um dólar canadense; ela tem o formato de um hendecágono.] e têm nomes diferentes em outros lugares. Existem quatro ou cinco moedas na Terra que têm onze lados.

Embora cada moeda tenha lados diferentes, ainda é a mesma moeda.
Se vocês a virarem numa direção, esse lado aparece.
Se vocês a virarem noutra, outro aspecto se apresenta.


Usamos este exemplo para mostrá-los um outro modo de ver as onze dimensões de si; cada um de vocês tem onze aspectos diferentes. Os óculos que os deuses usam impedem que eles vejam os outros aspectos de si mesmos, ou até a evidência desses aspectos. Dessa forma, isso os mantém separados em dimensões diferentes onde nem sempre podem ver sua reação ou conexão com os outros, dando aos pequenos deuses a oportunidade de terem onze experiências no planeta Terra ao mesmo tempo com a mesma alma, com a mesma moeda.

Por estarem na ilusão de uma linha de tempo, os pequenos deuses foram capazes de ver suas pegadas enquanto viajavam através do tempo. Isso nunca tinha acontecido antes, porque os pequenos deuses sempre viveram no tempo circular. De repente, eles estavam no tempo linear, o que fez com que se vissem de uma nova maneira.

Os pequenos deuses começaram suas jornadas e começaram a observar suas criações. Começaram a duvidar de si mesmos, porque não podiam ver que eles criavam cada pensamento. Começaram a pensar que não era possível ver sem os óculos, acreditando que não eram nem mesmo criadores. Ao contrário, pensavam que as circunstâncias, na verdade, comandavam suas vidas. Por manterem esse pensamento, criaram a realidade que tornou isso verdadeiro. Nós nem mesmo pensamos nisso.
Ah, vocês, humanos, são tão criativos...

Vamos explicar algumas outras coisas que podem ajudá-los a entender.

Embora estejamos falando do começo da humanidade, vocês estão, agora, na ponta oposta desse espectro. Vocês estão afastando os limites do que teria sido o fim da humanidade e, nesse processo, estão mudando tudo.



Nos últimos momentos do jogo, os pequenos deuses começaram a tirar os óculos e a recordar seu poder. Foi difícil para os pequenos deuses entender a própria mágica, depois de gastar tanta energia escondendo-se de si mesmos. Vocês aprenderam a caminhar na linha do tempo. Entretanto, a força original que explodiu e, assim, empurrou toda essa energia para áreas do universo em que ela nunca esteve antes, não está mais atuando.


A Expiração de Deus Começou

Essa força que criou tudo que vocês veem na sua frente não está mais atuando da mesma maneira que antes. Mesmo que continue se movendo na mesma direção, agora está recuando.

O universo não está mais em expansão; cruzou uma fronteira na qual, na verdade, está começando a encolher. A “expiração” de Deus começou.

Assim, o que isso significa para os pequenos deuses que não sentem mais essa pressão de serem separados?

Bom, é algo bem interessante. Na ilusão de viverem na linha do tempo, vocês aprenderam a ver tudo como alto/baixo, certo/errado, bom/ruim ou preto/branco.
Vocês veem os contrastes em vez de notarem as semelhanças.

Toda vez que aprendiam algo era porque tinham ampliado um desses limites.
Vocês aprenderam a ampliar os limites nessa direção e naquela direção, o que representa, realmente, o modo como a humanidade se expandiu e se tornou o que é hoje. Agora que a energia não está mais forçando e se expandindo a partir do Big Bang, as coisas estão começando a mudar. Vocês têm dificuldade com grande parte da mudança.


As Margens Externas da Verdade

Vocês têm muitos exemplos de polaridade extrema no planeta bem neste momento. Por extrema, queremos dizer a expansão que uma pessoa dá aos limites do percurso inteiro numa direção, chamando essa margem externa de sua verdade. Outra pessoa expande o percurso inteiro para outro lado e também chama essa margem externa de sua verdade.

Nós não nos importamos com qual das duas margens externas vocês achem que é certa ou errada, pois nenhuma faz diferença. São apenas margens externas; isso foi o que todos vocês chamaram de verdade até este ponto da história.

Agora, vocês estão prestes a gastar mais tempo nessa área do que antes, porque essa força energética que os empurrou para fora no universo não está mais atuando. Como resultado, vocês estão agora flutuando livres com essa moeda de onze lados. Vocês são capazes de se mover por todo lado e fazer coisas de um modo que nunca fizeram antes.

Este é um tempo mágico no planeta Terra, quando os pequenos deuses começaram a despertar do sonho. Começaram a entender que podem criar qualquer coisa, mesmo usando óculos. Começaram a entender que tudo que veem à frente é resultado de seus próprios pensamentos. É o que retiveram nos aspectos criativos da mente e do coração e que foi, então, levado para longe no universo a fim de criar uma realidade que fosse exatamente compatível com suas expectativas.

Agora, o que estão vivenciando é que vocês ainda estão expandindo esses limites, o que significa, então, que, quando uma pessoa chama algo de certo, outra vai chamar de errado.

Agora é o momento de começar a procurar pontos em que vocês são parecidos, em vez daqueles em que são diferentes ou estão separados.

Este é o momento para a humanidade se juntar novamente, reconhecer que vocês são todos pequenos deuses. Não importa onde estejam, onde tenham nascido e crescido nem mesmo que tipo de sistemas de crenças ou experiências tenham tido.



Sua massa crítica está chegando num ponto que não tem volta e vocês não tornarão a fazer coisas do modo como sempre fizeram. Podemos garantir isso a vocês.


Assimilando uma Visão Geral da Trialidade

Agora, será fundamental pararem de expandir as margens externas.
Quanto mais vocês afastarem essas margens externas para alcançar os extremos mais além, menos encontrarão a verdade nesses extremos.

Agora, pedimos que primeiro olhem o que faz parte de suas definições e, depois, o que não faz. Observem o modo como cada definição funciona, em vez de julgar.

Considerem a possibilidade de estarem se deparando com os mesmos desafios e que, talvez, vocês simplesmente os abordem por ângulos diferentes. Algo pode ser aprendido de cada ângulo.

Agora é o momento para a unidade neste planeta e de um modo muito amplo. Para toda a humanidade, 2009 foi o começo do fim da separação no planeta Terra. O véu está começando a ser erguido, de modo que vocês possam ver, claramente, uns aos outros. Vocês verão primeiro os corações uns dos outros e a mágica vai continuar.

A moeda de onze lados ganhará novas dimensões; não será mais uma moeda plana, mas ainda terá onze aspectos.
Vocês terão 11 aspectos de si mesmos.

Por causa desse movimento e do próximo processo evolucionário, há muito mais que queremos explicar a vocês sobre o que está acontecendo atualmente.


A Transferência Multidimensional


Mesmo que tenhamos falado muitas vezes sobre as oportunidades de toda a humanidade se tornar multidimensional, o processo tem sido bem lento.

Até agora, nós só fomos capazes de plantar pensamentos esotéricos na mente de vocês. Vocês não conseguiram provar nada disso para si mesmos, nem enxergaram uma utilização prática.

Queremos compartilhar com vocês uma coisa que acontece agora que foi chamada de transferência.
Vocês estão começando a sentir coisas que vêm das outras dimensões de si mesmos. Os outros lados da moeda podem estar vivenciando uma grande aventura ou um período de crescimento, passando por grandes dificuldades. De repente, vocês podem se sentir muito tristes, sofrendo ou com dificuldade sem qualquer razão aparente.

A transferência está se tornando mais forte porque o véu está desaparecendo.

Aquilo que os mantinha separados de si de diversas maneiras está agora começando a desaparecer. Como resultado, muitas formas com as quais vocês tipicamente lidavam com a energia antes irão enfraquecer e sumir. Como professores e curadores que são, vocês encontrarão novas técnicas. Vocês trabalharão com elas e as compartilharão com as pessoas nesta sala e ao redor do mundo que, então, poderão pegar essas energias como uma ajuda para se desenvolverem para o próximo nível.

Este é o momento de observar o que acontece na televisão e se colocar no lugar dos outros. Considerem como vocês reagiriam se estivessem naquela situação. Este é o momento de começarem a pensar, em nível pessoal, como seria se aquilo estivesse acontecendo com vocês, porque está.


Vocês não estão desconectados uns dos outros, e entre 2010 e 2012 a humanidade aprenderá isso.

Estamos radiantes por tê-los ajudado, mesmo que numa pequena parcela, a lembrar sua verdadeira natureza e o que vocês realmente vieram fazer.


A Imperfeição Perfeita

Vocês começarão a ver as coisas do modo como elas realmente são, pois vocês entendem que, para participar deste jogo, o planeta Terra teve que se tornar imperfeito.

Por exemplo, a música não é uma invenção humana; ela veio diretamente do Lar.
Quando vocês a trouxeram para o planeta Terra, tiveram que mudá-la ligeiramente para enquadrá-la num mundo imperfeito. É por isso que sua escala cromática não aumenta por igual. Para soar perfeita a vocês, precisa ser imperfeita.

Se vocês contam usando números, usam um sistema com base no dez que, na verdade, não existe no universo. O restante do universo e o Lar têm um sistema com base no doze. Contudo, ele teve que ser ligeiramente alterado para vocês o utilizarem na prática. Vocês pensam na base de dez como sendo muito simples e nada complexa e na base de doze como muito complexa. Mas nós lhes dizemos que é exatamente o oposto.

Com olhos humanos, vocês precisam ver as coisas de maneira um pouco diferente.


Mesmo a expressão de vocês da matemática é repleta dessas mesmas inconsistências. Nós não a chamaremos de leis universais. Nós não acreditamos em nenhum tipo de lei, porque tudo pode ser alterado e isso é exatamente o que vocês têm feito. Vocês pegaram as constantes universais e as distorceram, alteraram ligeiramente para participarem deste jogo.

Agora, vocês estão começando a ver as coisas do modo como elas realmente são. Agora vocês vão começar a ver as coisas num outro nível. Antes, vocês não conseguiam ver com essa clareza; e todos os olhos do planeta Terra verão.

Os desafios que vocês terão são os hábitos que vocês desenvolveram em torno de ver as coisas de determinada maneira. Assim, a primeira coisa que pedimos que façam é manter os olhos abertos. Olhem ao redor, buscando as possibilidades.
Quando não entenderem alguma coisa, saibam que aí reside um potencial para vocês identificarem outra parte de si e poderem ver mais de um dos onze lados.

Os aspectos de si estão se juntando novamente, de modo que vocês serão capazes de ver o ser inteiro. Isso levará tempo. Não acontece da noite para o dia. Para vocês, será como se levasse uma eternidade.

“Quando finalmente algo vai acontecer?”

A contar de agora, mesmo que se passem centenas de anos, quando se lembrarem deste momento, ele parecerá ter acontecido num pulsar do coração. Apenas aproveitem este momento mágico e saibam que terão uma nova visão se ficarem conscientes e buscarem por ela.

Procurem oportunidades de enxergarem a si mesmos em todo lugar.
Simplesmente, olhem e encontrarão o Lar muito rapidamente.


Vocês criarão todos os onze aspectos do Lar bem onde vocês estiverem hoje.

Queridos, vocês se sentam nestas salas e ficam nos observando.
Vocês se reúnem para serem preenchidos pelo Espírito e para relembrarem parte da verdadeira natureza de quem vocês são. O que vocês não compreendem é que o respeito e a honra por todos vocês que participam do jogo
de fingir ser um humano são enormes do nosso lado do véu. Vocês é que são reverenciados.

Vocês são aqueles que ousaram arrancar suas asas e participar do jogo de fingir que são humanos. Nós os respeitamos mais do que possam sequer imaginar.

Quando chegarem em Casa, daremos uma festa e tanto!
Tratem-se com um enorme respeito toda vez que tiverem essa chance.
Orientem-se uns aos outros sempre que puderem e joguem bem juntos.

Espavo.

O Grupo



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